Portugal, oficialmente República Portuguesa,[11][12] é um paÃs localizado no sudoeste da Europa, cujo território se situa na zona ocidental da PenÃnsula Ibérica e em arquipélagos no Atlântico Norte. Possui uma área total de 92 090 km²,[13] e é a nação mais ocidental do continente europeu. O território português é delimitado a Norte e a Leste por Espanha e a Sul e Oeste pelo Oceano Atlântico, e compreende a parte continental e as regiões autónomas: os arquipélagos dos Açores e da Madeira.
Com a fundação reconhecida em 1143 e a estabilização das fronteiras em 1249, Portugal reclama o tÃtulo de mais antigo estado-nação europeu.[14] Durante os séculos XV e XVI, resultado dos chamados descobrimentos, tornou-se uma potência mundial económica, social e cultural, ao constituir o primeiro e o mais duradouro império colonial de amplitude global.[15]
É hoje um paÃs desenvolvido,[16] economicamente próspero, social e politicamente estável e com Ãndice de Desenvolvimento Humano muito elevado. Encontra-se entre os 20 paÃses do mundo com melhor qualidade de vida,[17] apesar de o seu PIB per capita ser o menor entre os paÃses da Europa Ocidental.
É membro das Nações Unidas e da União Europeia (na altura da sua adesão em 1986, CEE), e membro-fundador da NATO, da OCDE, da Zona Euro (da União Europeia) e da CPLP. Participa em diversas missões de manutenção de paz das Nações Unidas. Portugal é também um Estado-Membro do Espaço Schengen.
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Etimologia
O nome Portugal apareceu entre os anos 930 a 950 da Era Cristã, sendo no final do século X que o nome começou a usar-se com mais frequência. Fernando Magno denominou oficialmente o território de Portugal, quando em 1067 o deu ao seu filho D. Garcia, que se intitulou rei do mesmo nome.[18]
No século V, durante o reinado dos Suevos, Idácio de Chaves já escrevia sobre um local chamado Portucale, para onde fugiu Requiário: Rechiarius ad locum qui Portucale appellatur, profugus regi Theudorico captivus adducitur: quo in custodiam redacto, caeteris qui de priore certamine superfuerant, tradentibus se Suevis, aliquantis nihilominus interfectis, regnum destructum et finitum est Suevorum[19] (Requiário fugitivo ao lugar ao qual chamam Portucale, foi levado como prisioneiro ao rei Teodorico. Foi posto sob custódia, enquanto o resto dos suevos sobreviventes à anterior batalha se renderam – apesar de alguns terem morrido –; desta maneira o reino dos Suevos foi destruÃdo e acabado). Cale, a actual Vila Nova de Gaia, já era conhecida por Portucale no tempo dos Godos.[18]
Num diploma de 841, surge por incidente, a primeira menção da provÃncia portugalense. Afonso II das Astúrias, ampliando a jurisdição espiritual do Bispo de Lugo, diz: Totius galleciae, seu Portugalensi Provintiae summun suscipiat Praesulatum[20] (Que ele tome o governo supremo de toda a provÃncia da Galiza e de Portugal). Mas há quem afirme que Portugal deriva de Portogatelo, nome dado por um chefe oriundo do Egipto chamado Catelo, ao desembarcar e se estabelecer junto do actual Porto.[21]
A primeira vez que o nome de Portugal aparece como elemento de raiz heráldica, é numa carta de doação da Igreja de São Bartolomeu de Campelo por D. Afonso Henriques em 1129.[18]
História
Primeiros povos
A pré-história de Portugal é partilhada com a da PenÃnsula Ibérica. A região foi povoada por pré-celtas e celtas, dando origem a povos como os Galaicos, Lusitanos, Celtas e Cinetes, visitada pelos fenÃcios[22] e cartagineses, e os romanos incorporaram-na no seu Império (como Lusitânia, depois de 45 a.C.),[23] invadida posteriormente pelos Suevos, Búrios e Visigodos, e conquistada pelos mouros. Em 868, durante a Reconquista, foi formado o Condado Portucalense.[24]
Formação e consolidação do reino
Muito antes de Portugal conseguir a sua independência, já tinha havido algumas tentativas de alcançar uma autonomia mais alargada, e até mesmo a independência, por parte dos condes que governavam as terras do Condado da Galiza e de Portucale. Para terminar com esse clima independentista da nobreza local em relação ao domÃnio leonês, o Rei Afonso VI entregou o governo do Condado da Galiza ao Conde Raimundo de Borgonha, e ao primo deste, o Conde D. Henrique, o governo do Condado Portucalense. Com o governo do Conde D. Henrique, o Condado Portucalense conheceu não só uma polÃtica militar mais eficaz na luta contra os mouros, como também uma polÃtica independentista mais activa. Só após a sua morte, quando o seu filho D. Afonso Henriques subiu ao poder, Portugal conseguiu a sua independência com a assinatura em 1143 do Tratado de Zamora, ao mesmo tempo que conquistou localidades importantes como Santarém, Lisboa, Palmela e Évora aos mouros.[25]
Terminada a Reconquista do território português em 1249, a independência do novo reino viria a ser posta em causa várias vezes por Castela. Primeiro, na sequência da crise de sucessão de D. Fernando I, que culminou na Batalha de Aljubarrota, em 1385.[26]
Os descobrimentos e a Dinastia Filipina
Com o fim da guerra, Portugal deu inÃcio ao processo de exploração e expansão conhecido por Descobrimentos, entre cujas figuras cimeiras destacam o infante D. Henrique, o Navegador, e o Rei D. João II. Ceuta foi conquistada em 1415. O cabo Bojador foi dobrado por Gil Eanes em 1434, e a exploração da costa africana prosseguiu até que Bartolomeu Dias, já em 1488, comprovou a comunicação entre os oceanos Atlântico e Ãndico dobrando o cabo da Boa Esperança.[27] Em rápida sucessão, descobriram-se rotas e terras na América do Norte, na América do Sul, e no Oriente, na sua maioria durante o reinado de D. Manuel I, o Venturoso. Foi a expansão no Oriente, sobretudo graças à s conquistas de Afonso de Albuquerque que, durante a primeira metade do século XVI, concentrou quase todos os esforços dos portugueses, muito embora já em 1530 D. João III tivesse iniciado a colonização do Brasil.[28]
O paÃs teve o seu século de ouro durante este perÃodo. Porém, na batalha de Alcácer-Quibir (1578), o jovem rei D. Sebastião e parte da nobreza portuguesa pereceram. Sobe ao trono o Rei-Cardeal D. Henrique, que morre dois anos depois, abrindo a Crise de sucessão de 1580: esta resolve-se com a subida ao trono português de Filipe II de Espanha, o primeiro de três reis espanhóis (Dinastia Filipina)..[29] Privado de uma polÃtica externa independente, e envolvido na guerra travada por Espanha com a Holanda, Portugal sofreu grandes reveses no império, resultando na perda do monopólio do comércio no Ãndico.
Esse domÃnio foi terminado a 1 de Dezembro de 1640 pela nobreza nacional que, após ter vencido a guarda real num repentino golpe-de-estado, depôs a condessa governadora de Portugal, coroando D. João IV como Rei de Portugal.[30]
Restauração, absolutismo e liberalismo
Após a restauração da independência de Portugal, seguiu-se uma guerra com Espanha que terminaria apenas em 1668, com a assinatura de um tratado de paz em que Espanha reconhecia em definitivo a restauração de Portugal.[31]
O final do século XVII e a primeira metade do século XVIII assistiram ao florescimento da exploração mineira do Brasil, onde se descobriram ouro e pedras preciosas que fizeram da corte de D. João V uma das mais opulentas da Europa. Estas riquezas serviam frequentemente para pagar produtos importados, maioritariamente de Inglaterra (por exemplo, quase não existia indústria têxtil no reino e todos os tecidos eram importados de Inglaterra). O comércio externo baseava-se na indústria do vinho e o desenvolvimento económico do reino foi impulsionado, já no reinado de D. José, pelos esforços do Marquês de Pombal, ministro entre 1750 e 1777, para inverter a situação com grandes reformas mercantilistas. Foi neste reinado que um violento sismo devastou Lisboa e o Algarve, a 1 de Novembro de 1755.[32]
Em vermelho - Possessões;
Em cor-de-rosa - Explorações, áreas de influência económica sobre supremacia;
Em azul - Explorações marÃtimas, rotas e áreas de influência.
Teoria da descoberta portuguesa da Austrália não está assinalada.
Por não quebrar a aliança com a Inglaterra e recusar-se a aderir ao Bloqueio Continental, Portugal foi invadido pelos exércitos napoleónicos em 1807. A Corte e a famÃlia real portuguesa refugiaram-se no Brasil, e a capital deslocou-se para o Rio de Janeiro, onde permaneceria até 1821, quando D. João VI, desde 1816 rei do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, regressou a Lisboa para jurar a primeira Constituição. No ano seguinte, o seu filho D. Pedro IV era proclamado imperador do Brasil, mantendo-se, no entanto o Império do Brasil e o Reino de Portugal unidos durante cerca de dez anos.[33]
Portugal viveu, no restante século XIX, perÃodos de enorme perturbação polÃtica e social (a guerra civil e repetidas revoltas e pronunciamentos militares, como a Revolução de Setembro, a Maria da Fonte, a Patuleia, etc.) e só com o Acto Adicional à Carta, de 1852, foi possÃvel a acalmia polÃtica e o inÃcio da polÃtica de fomento protagonizada por Fontes Pereira de Melo.[34] No final do século XIX, as ambições coloniais portuguesas chocam com as inglesas, o que está na origem do Ultimato de 1890.[35] A cedência à s exigências britânicas e os crescentes problemas económicos lançam a monarquia num descrédito crescente, e D. Carlos e o prÃncipe herdeiro D. LuÃs Filipe são assassinados em 1 de Fevereiro de 1908. A monarquia ainda esteve no poder durante mais dois anos, chefiada por Manuel II, mas viria a ser abolida em 5 de Outubro de 1910, implantando-se a República.
República, Estado Novo e democracia
A República é pouco depois instaurada, em 5 de Outubro de 1910, e o jovem rei D. Manuel II parte para o exÃlio em Inglaterra.[36] Após vários anos de instabilidade polÃtica, com lutas de trabalhadores, tumultos, levantamentos, homicÃdios polÃticos e crises financeiras (problemas que a participação na I Guerra Mundial contribuiu para aprofundar), o Exército tomou o poder, em 1926. O regime militar nomeou ministro das Finanças António de Oliveira Salazar (1928), professor da Universidade de Coimbra, que pouco depois foi nomeado Presidente do Conselho de Ministros (1932).
Ao mesmo tempo que restaurou as finanças, instituiu o Estado Novo, regime autoritário de corporativismo de Estado, com partido único e sindicatos estatais, com afinidades bem marcadas com o fascismo pelo menos até 1945.[37] Em 1968, afastado do poder por doença, sucedeu-lhe Marcelo Caetano.
A recusa do regime em descolonizar as provÃncias ultramarinas resultou no inÃcio da guerra colonial, primeiro em Angola (1961) e em seguida na Guiné-Bissau (1963) e em Moçambique (1964). Apesar das crÃticas de alguns dos mais antigos oficiais do Exército, entre os quais o general António de SpÃnola, o governo parecia determinado em continuar esta polÃtica.[38] Com o seu livro Portugal e o Futuro, em que defendia a insustentabilidade de uma solução militar nas guerras do Ultramar, SpÃnola seria destituÃdo, o que agravou o crescente mal-estar entre os jovens oficiais do Exército, os quais, no dia 25 Abril de 1974 desencadearam um golpe de estado.[39]
A este sucedeu-se um perÃodo de confronto polÃtico muito aceso entre forças sociais e polÃticas, designado como Processo Revolucionário em Curso, com especial ênfase durante o Verão de 1975, a que se chamou Verão Quente, no qual o paÃs esteve prestes a cair num novo perÃodo de ditadura, desta vez de orientação comunista. Neste perÃodo Portugal concede a independência de todas as suas antigas colónias em Ãfrica.[40]
A 25 de Novembro de 1975 diversos sectores da esquerda radical (essencialmente pára-quedistas e polÃcia militar na Região Militar de Lisboa), provocados pelas notÃcias, levam a cabo uma tentativa de golpe de estado, que no entanto não tem nenhuma liderança clara. O Grupo dos Nove reage pondo em prática um plano militar de resposta, liderado por António Ramalho Eanes. Este triunfa e no ano seguinte consolida-se a democracia. O próprio Ramalho Eanes é no ano seguinte o primeiro Presidente da República eleito por sufrágio universal. Aprova-se uma Constituição democrática e estabelecem-se os poderes polÃticos locais (autarquias) e governos autónomos regionais nos Açores e Madeira.[41]
Entre as décadas de 1940-60, Portugal foi membro co-fundador da NATO, OCDE e EFTA, saindo desta última em 1986, para aderir à União Europeia.[42] Em 1999, Portugal aderiu à Zona Euro,[43] e ainda nesse ano, entregou a soberania de Macau à República Popular da China.[44] Desde a sua adesão à União Europeia, o paÃs presidiu o Conselho Europeu por três vezes, a última das quais em 2007, recebendo a cerimónia de assinatura do Tratado de Lisboa.[45]
Geografia
Situado no extremo sudoeste da Europa, Portugal Continental faz fronteira apenas com um outro paÃs, a Espanha. O território é dividido no continente pelo rio principal, o Tejo. Ao norte, a paisagem é montanhosa nas zonas do interior com planaltos, intercalados por áreas que permitem o desenvolvimento da agricultura. A sul, até ao Algarve, o relevo é caracterizado por planÃcies, sendo as serras esporádicas. Outros rios principais são o Douro, o Minho e o Guadiana, que tal como o Tejo nascem em Espanha. Outro rio importante, o Mondego, nasce na Serra da Estrela (das mais altas montanhas de Portugal Continental – 1993 m de altitude máxima).[46]
As ilhas dos Açores estão localizadas no rift médio do Oceano Atlântico; algumas das ilhas tiveram actividade vulcânica recente: São Miguel em 1563, e Capelinhos em 1957, que aumentou a área ocidental da Ilha do Faial.[47] O Banco D. João de Castro é um grande vulcão submarino que se situa entre as ilhas Terceira e São Miguel e está 14 m abaixo da superfÃcie do mar. Entrou em erupção em 1720 e formou uma ilha, que permaneceu acima da tona de água durante vários anos. Uma nova ilha poderá surgir num futuro não muito distante. O ponto mais alto de Portugal é o Monte Pico na Ilha do Pico, um antigo vulcão que atinge 2351 m de altitude.[48]
As ilhas da Madeira, ao contrário dos Açores que se situam na área do rift médio do Oceano Atlântico, estão situadas no interior da placa africana e a sua formação deve-se à actividade de um hot-spot não relacionado com a circulação tectónica. Esta situação de estabilidade e localização no interior da placa tectónica leva a que este seja o território do paÃs menos sujeito a sismos. A última erupção vulcânica de que há evidência ocorreu há cerca de 6000 anos, na ilha da Madeira, manifestando-se actualmente o vulcanismo de forma indirecta, através da libertação de gases vulcânicos profundos e águas quentes e gaseificadas descobertas aquando da abertura de túneis rodoviários e galerias de captação de água no interior da ilha principal. O ponto mais alto do território é o Pico Ruivo com 1862 m de altitude.[49]
A costa portuguesa é extensa: tem 1230 km em Portugal continental, 667 km nos Açores, 250 km na Madeira onde se incluem também as Ilhas Desertas, as Ilhas Selvagens e a Ilha do Porto Santo. A costa formou belas praias, com variedade entre falésias e areais. Na Ilha do Porto Santo uma formação de dunas de origem orgânica (ao contrário da origem mineral da costa portuguesa continental) com cerca de 9 km é um ponto turÃstico muito apreciado internacionalmente. Uma caracterÃstica importante na costa portuguesa é a Ria de Aveiro, estuário do rio Vouga, perto da cidade de Aveiro, com 45 km de comprimento e um máximo de 11 km de largura, rica em peixe e aves marinhas. Existem quatro canais, e entre estes várias ilhas e ilhotas, e é onde quatro rios encontram o oceano.[50] Com a formação de cordões litorais definiu-se uma laguna, vista como um dos elementos hidrográficos mais marcantes da costa portuguesa. Portugal possuiu uma das maiores zonas económicas exclusivas (ZEE) da Europa, cobrindo cerca de 1 683 000 km².[51]
Clima
Em Portugal continental, as temperaturas médias anuais são 13 °C no norte e 18 °C no sul. As ilhas da Madeira e dos Açores, devido à sua localização no Atlântico, são mais húmidas e chuvosas, e com um intervalo de temperaturas menor. Normalmente, os meses da Primavera e Verão são ensolarados e as temperaturas são altas durante os meses secos de Julho e Agosto, podendo ocasionalmente passar dos 40 °C em boa parte do paÃs, em dias extremos, e com maior frequência no interior do Alentejo. Os Verões são amenos nas terras altas do Norte do paÃs e na região litorânea do extremo norte e central. O Outono e o Inverno são tipicamente ventosos, chuvosos e frescos, sendo mais frios nos distritos do norte e central do paÃs, nos quais ocorrem temperaturas negativas durante os meses mais frios. No entanto, nas cidades mais ao sul de Portugal, as temperaturas só muito ocasionalmente descem abaixo dos 0 °C, ficando-se pelos 5 °C na maioria dos casos.
A neve ocorre regularmente em três distritos ao Norte do paÃs (Guarda, Bragança e Vila Real) e diminui a sua ocorrência em direcção ao sul, até se tornar inexistente na maior parte do Algarve. No Inverno, temperaturas inferiores a -10 °C e nevões ocorrem com alguma frequência em pontos restritos, tais como a Serra da Estrela, a Serra do Gerês e a Serra de Montesinho, podendo nevar de Outubro a Maio nestes locais.[52]
Demografia
| População de Portugal (INE, Lisboa) | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Ano | Total | Variação | Ano | Total | Variação |
| 1422 | 1 043 274 | - | 1900 | 5 423 132 | +7,4% |
| 1527 | 1 262 376 | +21,0% | 1911 | 5 960 056 | +9,9% |
| 1636 | 1 100 000 | -12,9% | 1920 | 6 032 991 | +1,2% |
| 1736 | 2 143 368 | +94,9% | 1930 | 6 825 883 | +13,1% |
| 1770 | 2 850 444 | +33,0% | 1940 | 7 722 152 | +13,1% |
| 1776 | 3 352 310 | +17,6% | 1950 | 8 441 312 | +9,3% |
| 1801 | 2 931 930 | -12,5% | 1960 | 8 851 289 | +4,9% |
| 1811 | 2 876 602 | -1,9% | 1970 | 8 568 703 | -3,2% |
| 1838 | 3 200 000 | +11,2% | 1981 | 9 852 841 | +15,0% |
| 1849 | 3 411 454 | +6,6% | 1991 | 9 862 540 | +0,1% |
| 1864 | 4 188 410 | +22,8% | 2001 | 10 356 117 | +5,0% |
| 1878 | 4 550 699 | +8,6% | 2007 | 10 617 575 | +2,5% |
| 1890 | 5 049 729 | +11,0% | Fontes: [53][54][55] | ||
Os dados sobre a composição genética dos Portugueses apontam para a sua fraca diferenciação interna e base essencialmente continental europeia paleolÃtica[56] É certo que houve processos démicos no MesolÃtico (provável ligação ao Norte de Ãfrica) e NeolÃtico (criando alguma ligação com o Médio Oriente, mas bastante menos do que noutras zonas da Europa), tal como as migrações das Idades do Cobre, Bronze e Ferro contribuÃram para a indo-europeização da PenÃnsula Ibérica (essenciamente uma «celtização»), sem apagar o forte carácter mediterrânico, particularmente a sul e leste. A romanização, as invasões germânicas, o domÃnio islâmico mouro, a presença judaica e a escravatura subsariana terão tido igualmente o seu impacto e a sua contribuição démica. Podem mesmo listar-se todos os povos historicamente mais importantes que por Portugal passaram e/ou ficaram: as culturas pré-indo-europeias da Ibéria (como Tartessos e outras anteriores) e seus descendentes (como os cónios, posteriormente «celtizados»); os protoceltas e celtas (tais como os lusitanos, gallaici, celtici); alguns poucos fenÃcios e cartagineses; Romanos; Suevos, búrios e visigodos, bem como alguns poucos vândalos e alanos; alguns poucos bizantinos; Berberes com alguns árabes e saqaliba (escravos eslavos); Judeus sefarditas; Africanos subsarianos; fluxos menos maciços de migrantes europeus (particularmente da Europa Ocidental). Todos estes processos populacionais terão deixado a sua marca, ora mais forte, ora só vestigial. Mas a base genética da população relativamente homogénea[57] do território português, como do resto da PenÃnsula Ibérica, mantém-se a mesma nos últimos quarenta milénios: os primeiros seres humanos modernos a entrar na Europa Ocidental, os caçadores-recolectores do PaleolÃtico.
A população portuguesa é composta por 16,4% com idade compreendida entre os 0 e os 14 anos, 66,2% entre os 15 e os 64 anos e 17,4% com mais de 65 anos. A esperança média de vida é de 78,04 anos. Em termos de alfabetização, 93,3% sabem ler e escrever, tendo a taxa de analfabetismo vindo a descer ao longo dos anos.[58] O crescimento populacional situa-se nos 0,305%, nascendo 10,45 por cada mil habitantes e falecendo 10,62 por cada mil habitantes, o que faz com que a população não esteja a ser renovada, contribuindo para este facto a taxa de fertilidade que se situa nos 1,49.[59] Portugal é um dos paÃses com mais baixa taxa de mortalidade infantil (5 por mil) no mundo.[60]
Apesar de Portugal ser um paÃs desenvolvido, ainda existe população sem acesso a água canalizada e electricidade, embora em número bastante reduzido.[61] O saneamento básico ainda não abrange todo o território, sendo a região do Alentejo e de Lisboa e Vale do Tejo onde existe um maior número de população com acesso. Actualmente, ainda existe um grande número de habitações com fossa séptica, apesar de algumas não terem qualquer saneamento.[62] O acesso à saúde é garantido a toda a população, sendo o acesso aos medicamentos garantido a 95 – 100% da população.[63]
Vivem em Portugal perto de 550 mil imigrantes, o que representa aproximadamente 5% da população portuguesa, sendo a maioria oriunda do Brasil (66 700), seguida da Ucrânia (65 800) e de Cabo Verde (64 300), entre outros, tais como Moldávia, Roménia, Guiné-Bissau, Angola, Timor-Leste, Moçambique, São Tomé e PrÃncipe e Rússia.
Principais cidades
Lisboa (cerca de 500 000 habitantes – 3 milhões de habitantes na Região de Lisboa) é a capital desde o século XII, a maior cidade do paÃs, principal pólo económico, detendo o principal porto marÃtimo e aeroporto portugueses e é a cidade mais rica de Portugal com um PIB per capita superior ao da média da União Europeia. Outras cidades importantes são as do Porto, (cerca de 240 000 habitantes – 1,5 milhões no Grande Porto) a segunda maior cidade, Aveiro (considerada a Veneza Portuguesa), Braga (Cidade dos Arcebispos), Chaves (cidade histórica e milenar), Coimbra (com a mais antiga universidade do paÃs), Guimarães (Cidade berço), Évora (Cidade-Museu), Setúbal (terceiro maior porto), Faro e Viseu. Na área metropolitana de Lisboa existem cidades com grande densidade populacional como Agualva-Cacém e Queluz (concelho de Sintra), Amadora , Almada, Amora, Seixal, Barreiro, Montijo e Odivelas. Na área metropolitana do Porto os concelhos mais povoados são Vila Nova de Gaia, Maia, Matosinhos e Gondomar. Na Região Autónoma da Madeira a principal cidade é o Funchal. Na Região Autónoma dos Açores existem três cidades principais – Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, Angra do HeroÃsmo na ilha Terceira e Horta na ilha do Faial.
LÃnguas
A lÃngua oficial da República Portuguesa é o português,[64] que, com mais de 210 milhões[65] de falantes nativos, é a quinta lÃngua mais falada no mundo e a terceira mais falada no mundo ocidental. Idioma oficial de Portugal e do Brasil, e idioma oficial, em conjunto com outros idiomas, de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Macau, Moçambique, São Tomé e PrÃncipe, Timor-Leste, e Guiné-Equatorial sendo falada na antiga Ãndia Portuguesa (Goa, Damão, Diu e Dadrá e Nagar-Aveli), além de ter também estatuto oficial na União Europeia, na União de Nações Sul-Americanas e na União Africana.
São ainda reconhecidas e protegidas oficialmente:
- a lÃngua gestual portuguesa[66]
- o mirandês, protegida oficialmente no concelho de Miranda do Douro,[67] com origem no asturo-leonês, ensinada como segunda lÃngua facultativa em escolas do concelho de Miranda do Douro e parte do concelho de Vimioso. O seu uso, no entanto, é bastante restrito, estando em curso acções que garantam os direitos linguÃsticos à sua comunidade falante.
A lÃngua portuguesa é uma lÃngua românica (do grupo ibero-românico), tal como o castelhano, catalão, italiano, francês, romeno e outros.
O português é conhecido como a lÃngua de Camões (por causa de LuÃs de Camões, autor de Os LusÃadas), a última flor do Lácio, expressão usada no soneto LÃngua Portuguesa[68] de Olavo Bilac ou ainda a doce lÃngua por Miguel de Cervantes.
Grupos étnicos
Uma das crÃticas comuns aos dados sobre os recenseamentos, relaciona-se com a aparente deficiente cobertura dos grupos étnicos. Não se trata de uma deficiente recolha de dados. Faz parte da polÃtica do Instituto Nacional de EstatÃstica não incluir a distinção de raça ou etnia, havendo unicamente a recolha de dados sobre a nacionalidade.[69][70] Os dados relativos a 2004 do número de habitantes estrangeiros encontram-se na tabela abaixo.[71]
| Outros paÃses da União Europeia |
Outros paÃses do Leste Europeu |
Restante Europa | Brasil | Restantes paÃses lusófonos (sem Timor-Leste) |
Restante Ãfrica | Restante América | China | Restante Ãsia | Oceânia | Apátridas | Nacionalidade desconhecida |
Total |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 74542 | 4908 | 4409 | 28956 | 116055 | 7038 | 16205 | 5306 | 7104 | 553 | 273 | 12 | 265361 |
Religião
A maioria dos Portugueses (cerca de 84,5% da população total – segundo os resultados oficiais dos censos 2001), inscrevem-se numa tradição católica.[72] A prática dominical do Catolicismo segundo um estudo da própria Igreja Católica (também de 2001) é realizada por 1 933 677 católicos praticantes (18,7% da população total) e o número de comungantes é de 1 065 036 (10,3% da população total). Cerca de metade dos casamentos realizados são casamentos católicos, os quais produzem automaticamente efeitos civis. O divórcio é permitido, conforme estabelecido no Código Civil, por mútuo consentimento ou por requerimento no tribunal por um dos cônjuges, apesar de o Direito Matrimonial Canónico não prever esta figura. Existem vinte dioceses em Portugal, agrupadas em três provÃncias eclesiásticas: Braga, Lisboa e Évora.
O protestantismo em Portugal possui várias denominações actuantes maioritariamente de cultos com inspiração evangélica neopentecostal (ex: Assembleia de Deus e Igreja Maná) ou de imigração brasileira (ex: IURD).
As Testemunhas de Jeová contam com perto de 50 000 praticantes em Portugal, distribuÃdos por cerca de 650 congregações, sendo que os simpatizantes alcançam um número similar. Mais de 95 000 pessoas assistiram em 2007 à sua principal celebração, a Comemoração da Morte de Cristo. A religião está presente no paÃs desde 1925, tendo sido proscrita oficialmente entre 1961 e 1974, perÃodo em que operou na clandestinidade. Em Dezembro de 1974, a Associação das Testemunhas de Jeová foi legalmente reconhecida, tendo hoje a sua sede em Alcabideche. Portugal é um dos 236 paÃses onde esta denominação religiosa se encontra actualmente activa.
A comunidade judaica em Portugal conseguiu manter-se até à actualidade, não obstante a ordem de expulsão dos Judeus a 5 de Dezembro de 1496 por decreto do Rei D. Manuel I, obrigando muitos a escolher entre conversões forçadas ou a efectiva expulsão do paÃs, ou à prisão e consequentes penas decretadas pela Inquisição portuguesa, que, precisamente por este motivo acabou por ser uma das mais activas na Europa. A forma como o culto se desenvolveu na vila raiana de Belmonte é um dos exemplos de perseverança dos judeus como unidade em Portugal. Em 1506, em Lisboa, dá-se um massacre de Judeus em que perderam a vida entre 2 000 e 4 000 pessoas, um dos mais violentos na época, a nÃvel europeu.
Existem ainda minorias islâmicas (15 000 pessoas)[73] e hindus, com base, na sua maioria, em descendentes de imigrantes, bem como alguns focos pontuais (alguns apenas a nÃvel regional) de budistas, gnósticos e espÃritas.
A Constituição Portuguesa garante liberdade religiosa total e a igualdade entre religiões,[74] apesar da Concordata que privilegia a Igreja Católica,[75] em várias dimensões da vida social, pelo que é comum, em algumas cerimónias oficiais públicas como inaugurações de edifÃcios ou eventos oficiais de Estado, haver a presença de um representante da Igreja Católica. No entanto, a posição religiosa dos polÃticos eleitos é normalmente considerada irrelevante pelos eleitores. A exemplo disso, dois dos últimos Presidentes da República (Mário Soares e Jorge Sampaio) eram pessoas assumidamente laicas.
PolÃtica
Em Portugal, a principal lei é a Constituição, datada de 1976, e que regula todas as outras. Outras leis relevantes são o Código Civil (1966), o Código Penal (1982), o Código Comercial (1888), o Código de Processo Civil (1961), o Código de Processo Penal e o Código do Trabalho. Todas estas leis têm sofrido revisões desde a sua publicação original.[76]
Existem quatro Órgãos de Soberania: o Presidente da República (Chefe de Estado – poder moderador, com algum poder executivo), a Assembleia da República (Parlamento – poder legislativo), o Governo (poder executivo) e os Tribunais (poder judicial). Vigora no paÃs um regime semipresidencialista, que ao longo das várias revisões constitucionais vem retirando poder ao Presidente da República.[76]
O Presidente da República é o Chefe de Estado e é eleito por sufrágio universal para um mandato de cinco anos, exercendo uma tripla função: de fiscalização, sobre a actividade do Governo, de comando, como Comandante Supremo das Forças Armadas (Exército, Armada, Força Aérea, Guarda Nacional Republicana), e de representação formal do Estado português no exterior. Reside oficialmente no Palácio de Belém, em Lisboa.[76]
A Assembleia da República, que reúne em Lisboa, no Palácio de São Bento, é eleita para um mandato de quatro anos. Neste momento conta com 230 deputados, eleitos em 22 cÃrculos plurinominais em listas de partidos.[76]
O Governo é chefiado pelo Primeiro-Ministro, que é por regra o lÃder do partido mais votado em cada eleição legislativa, e é convidado, nessa forma, pelo Presidente da República para formar governo. É o Primeiro-Ministro quem nomeia os restantes ministros.[76] Reside oficialmente na Residência Oficial do Primeiro-Ministro,[77] próximo do Palácio de São Bento, em Lisboa.
Os Tribunais administram a justiça em nome do povo, defendendo os direitos e interesses dos cidadãos, impedindo a violação da legalidade democrática e dirimindo os conflitos de interesses que ocorram entre diversas entidades. Segundo a Constituição existem as seguintes categorias de tribunais: Tribunal Constitucional, que tem a competência interpretar a Constituição e fiscalizar a conformidade das leis com a mesma; o Supremo Tribunal de Justiça e os tribunais judiciais de primeira instância (Tribunais de Comarca) e de segunda instância (Tribunais da Relação); o Supremo Tribunal Administrativo e os tribunais administrativos e fiscais de primeira e segunda instância (Tribunais Centrais Administrativos); e o Tribunal de Contas.[76]
Desde 1975, o panorama polÃtico português tem sido dominado por dois partidos: o Partido Socialista (PS) e o Partido Social Democrata (PSD). Estes partidos têm dividido as tarefas de governar e administrar a maioria das autarquias, praticamente desde a instauração da democracia. No entanto, partidos como o Partido Comunista Português (PCP), que detém ainda a presidência de autarquias e uma grande influência junto do movimento sindical ou o CDS - Partido Popular (CDS-PP) (que já governou o paÃs em coligação com o PS e com o PSD) são também importantes no xadrez polÃtico. Para além destes, têm assento no Parlamento o Bloco de Esquerda (BE), o Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV), o Partido Popular Monárquico e o Movimento o Partido da Terra, os dois últimos integrados até hoje na bancada do PSD.[76] Existe ainda uma deputada independente.
Relações externas
A polÃtica externa de Portugal está ligada ao seu papel histórico como figura proeminente da Era dos Descobrimentos e detentor do extinto Império Português. Portugal é um membro fundador da NATO (1949), OCDE (1961) e da EFTA (1960); deixando este último em 1986 para aderir à União Europeia.[78] e fundador da primeira Agência Internacional para as Energias Renováveis (IRENA). Em 25 de Junho de 1992, Portugal tornou-se um Estado-Membro do Espaço Schengen, e em 1996, co-fundou a Comunidade dos PaÃses de LÃngua Portuguesa (CPLP).[79]
Portugal tem beneficiado significativamente da União Europeia, e é um proponente da integração europeia. Esteve na presidência do Conselho Europeu por três vezes (em 1996, 2000 e 2007), tendo todas elas sido bem sucedidas. Portugal aproveitou as suas presidências para lançar um diálogo entre a UE e Ãfrica, tornar a economia europeia mais dinâmica e competitiva e, na última presidência, constituir e assinar, em conjunto com os restantes Estados-membros, o Tratado Reformador.[45]
Portugal foi um membro fundador da NATO; é um membro activo da aliança ao, por exemplo, contribuir proporcionalmente com grandes contingentes nas forças da paz nos Balcãs. Portugal propôs a criação da Comunidade dos PaÃses de LÃngua Portuguesa (CPLP) para melhorar os seus laços com os outros paÃses falantes da lÃngua portuguesa.[79] Adicionalmente, tem participado, juntamente com a Espanha numa série de cimeiras Ibero-Americanas. Portugal advogou firmemente a independência de Timor-Leste, uma antiga provÃncia ultramarina, enviando tropas e dinheiro para Timor-Leste, em estreita colaboração com os Estados Unidos, aliados asiáticos e a ONU.[80]
Possui uma amizade e aliança através de um tratado celebrado com o Brasil, além da História que une os dois paÃses. Portugal detém a aliança mais antiga do mundo, que foi celebrada com a Inglaterra (à qual sucedeu o Reino Unido) e se mantém até aos dias de hoje.[81]
O único litÃgio internacional diz respeito ao municÃpio de Olivença. Português desde 1297, o municÃpio de Olivença foi cedido à Espanha no âmbito do Tratado de Badajoz, em 1801, após a Guerra das Laranjas. Portugal alegou que lhe pertencia, em 1815, no âmbito do Tratado de Viena. No entanto, as relações diplomáticas bilaterais entre os dois paÃses vizinhos são cordiais, bem como no âmbito da União Europeia.[82]
Forças militares e policiais
As forças armadas têm três ramos: Exército, Marinha e Força Aérea.[83] Os militares de Portugal servem, sobretudo, como uma auto-defesa vigorosa cuja missão é proteger a integridade territorial do paÃs, e fornecer assistência humanitária e de segurança no paÃs e no estrangeiro.[84] Desde o inÃcio da década de 2000, o serviço militar obrigatório já não é praticado.[85] A idade para o recrutamento voluntário é fixada nos 18 anos.[86] No século XX, Portugal esteve envolvido em duas grandes intervenções militares: a Primeira Grande Guerra e a Guerra Colonial Portuguesa (1961–1974).[38]
Portugal tem participado em missões de manutenção da paz em Timor-Leste, Bósnia e Herzegovina, Kosovo, Afeganistão, Iraque (Nasiriyah), e no sul do LÃbano. Portugal possui uma Brigada de Reacção Rápida e Tropa de Centro de Operações Especiais.[80]
A segurança da população está a cargo da Guarda Nacional Republicana (GNR) e da PolÃcia de Segurança Pública (PSP).[87][88] Para além destas, Portugal possui a PolÃcia Judiciária (PJ),[89] que é o principal órgão policial de investigação criminal do paÃs, vocacionado para o combate à grande criminalidade, nomeadamente ao crime organizado, terrorismo, tráfico de estupefacientes, corrupção e criminalidade económica e financeira. A PolÃcia Judiciária está integrada no Ministério da Justiça, actuando sob orientação do Ministério Público.
Subdivisões
As principais divisões administrativas de Portugal são os 18 distritos no continente e as duas Regiões Autónomas dos Açores e Madeira, que se subdividem em 308 concelhos e 4257 freguesias.[90] Os distritos, permanecem como a mais relevante subdivisão do paÃs, servindo de base para uma série de utilizações administrativas, como por exemplo, os cÃrculos eleitorais.
Antes de 1976, os dois arquipélagos atlânticos estavam também integrados na estrutura geral dos distritos portugueses embora com uma estrutura administrativa diferenciada, contida no Estatuto dos Distritos Autónomos das Ilhas Adjacentes,[91] que se traduzia na existência de Juntas Gerais com competências próprias. Havia três distritos autónomos nos Açores e um na Madeira:
- Açores — o Distrito de Angra do HeroÃsmo, o Distrito da Horta e o Distrito de Ponta Delgada.
- Madeira — o Distrito do Funchal.
Após 1976, os Açores e a Madeira passaram a ter o estatuto de Região Autónoma, deixando de se dividirem em distritos, passando a ter um estatuto polÃtico-administrativo e órgãos de governo próprios.[92] Actualmente, a divisão administrativa traduz-se na tabela seguinte.
| Distritos[93] | ||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Distrito | Ãrea | População | Distrito | Ãrea | População | |||
| 1 | Lisboa | 2761 km² | 2 124 426 | 10 | Guarda | 5518 km² | 173 831 | |
| 2 | Leiria | 3517 km² | 477 967 | 11 | Coimbra | 3947 km² | 436 056 | |
| 3 | Santarém | 6747 km² | 445 599 | 12 | Aveiro | 2808 km² | 752 867 | |
| 4 | Setúbal | 5064 km² | 815 858 | 13 | Viseu | 5007 km² | 394 844 | |
| 5 | Beja | 10 225 km² | 154 325 | 14 | Bragança | 6608 km² | 148 808 | |
| 6 | Faro | 4960 km² | 421 528 | 15 | Vila Real | 4328 km² | 218 935 | |
| 7 | Évora | 7393 km² | 170 535 | 16 | Porto | 2395 km² | 1 867 986 | |
| 8 | Portalegre | 6065 km² | 119 543 | 17 | Braga | 2673 km² | 879 918 | |
| 9 | Castelo Branco | 6675 km² | 208 069 | 18 | Viana do Castelo | 2255 km² | 252 011 | |
| Regiões Autónomas | ||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Região autônoma | Ãrea | População | GentÃlico | |||||
| Açores |
|
|
Açoriano | |||||
| Madeira |
|
|
Madeirense | |||||
NUTS
Portugal também está dividido em três NUTS.[94] Esta divisão foi elaborada para fins estatÃsticos, estando em vigor em todos os paÃses da União Europeia.
O primeiro (NUTS I) é composto por três grandes regiões: Portugal Continental, Região Autónoma dos Açores e Região Autónoma da Madeira.[95]
Apesar de serem os distritos a divisão administrativa de primeira ordem em Portugal Continental, é outra a divisão técnica de primeira ordem. Trata-se das cinco grandes regiões geridas pelas Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDRs), e que correspondem à s subdivisões NUTS II para Portugal. Os seus limites obedecem aos limites dos municÃpios, mas não obedecem aos limites dos distritos, que por vezes se espalham por mais do que uma região.[96]
As regiões de NUTS II subdividem-se em subregiões estatÃsticas sem significado administrativo, denominada NUTS III, cujo único objectivo é o de servirem para agrupar municÃpios contÃguos, com problemas e desafios semelhantes, e obter assim dados de conjunto destinados principalmente ao planeamento económico.[95]
Ãreas urbanas
Uma outra versão da divisão administrativa portuguesa, que está actualmente em processo de implantação (a diferentes velocidades consoante as várias estruturas), gira em volta de "áreas urbanas", definidas como unidades territoriais contÃnuas constituÃdas por agrupamentos de concelhos.[97] Existem dois tipos de áreas urbanas:
- Grandes Ãreas Metropolitanas (GAM) – área urbana composta por nove ou mais concelhos, e com população superior a 350 mil habitantes;[98]
- Comunidades Intermunicipais (CIM) – área urbana composta por três ou mais concelhos, e com uma população entre 10 a 100 mil habitantes eleitores.[99]
Economia
Desde 1985, o paÃs entrou num processo de modernização num ambiente bastante estável (1985 até à actualidade) e juntou-se à União Europeia em 1986. Os sucessivos governos fizeram várias reformas, privatizaram muitas empresas controladas pelo Estado e liberalizaram áreas-chave da economia, incluindo os sectores das telecomunicações e financeiros. Portugal desenvolveu uma economia crescentemente baseada em serviços e foi um dos onze membros fundadores da moeda europeia – o Euro – em 1999. Começou a circular a sua nova moeda em 1 de Janeiro de 2002 com 11 outros estados membros da União Europeia.
O crescimento económico português esteve acima da média da União Europeia na maior parte da década de 1990. O PIB per capita ronda os 76% das maiores economias ocidentais europeias. A lista ordenada anual de competitividade de 2005 do Fórum Económico Mundial (WEF – World Economic Forum), coloca Portugal no 22º lugar, à frente de paÃses como a Espanha, Irlanda, França, Bélgica e da cidade de Hong Kong. Esta classificação representa uma subida de dois lugares face à posição de 2004. No contexto tecnológico, Portugal aparece na 20ª posição da lista e na rubrica das instituições públicas, Portugal é 15ª melhor.[100]
Em parte, com o recurso a fundos da União Europeia, o paÃs fez nas duas últimas décadas investimentos avultados em várias infraestruturas, dispondo hoje de uma extensa rede de auto-estradas e beneficiando de boas acessibilidades rodoviárias e ferroviárias.
Com um passado predominantemente agrÃcola, actualmente e devido a todo o desenvolvimento que o paÃs registou, a estrutura da economia baseia-se nos serviços e na indústria, que representam 67,8% e 28,2% do VAB.[101] A agricultura portuguesa está bem adaptada devido ao clima, relevo e solos favoráveis. Nas últimas décadas, intensificou-se a modernização agrÃcola, embora ainda cerca de 12% da população activa trabalhe na agricultura. As oliveiras (4000 km²), os vinhedos (3750 km²), o trigo (3000 km²) e o milho (2680 km²) são produzidos em áreas bastante vastas. Os vinhos (especialmente o Vinho do Porto e o Vinho da Madeira) e azeites portugueses são bastante apreciados devido à sua qualidade. Também, Portugal é produtor de fruta de qualidade seleccionada, nomeadamente as laranjas algarvias, a pêra-rocha da região Oeste, a cereja da Gardunha e a banana da Madeira. Outras produções são de horticultura ou floricultura, como a beterraba doce, óleo de girassol e tabaco.[102]
A importância económica da pesca tem vindo a diminuir, empregando menos de 1% da população activa. A diminuição dos stocks de recursos piscatórios reflectiu-se na redução da frota pesqueira portuguesa que, embora tenha vindo a modernizar-se, ainda tem dificuldade em competir com outras frotas europeias. Apesar da reduzida extensão da plataforma continental portuguesa, existe alguma diversidade de espécies nas águas da ZEE de Portugal, uma das maiores da Europa. A frota portuguesa efectua captura em águas internacionais e nas ZEE de outros paÃses. No seu todo, as espécies mais capturadas são a sardinha, o carapau, o polvo, o peixe-espada-preto, a cavala e o atum. Os portos com maior desembarque de pescado, em 2001, foram os de Matosinhos, Peniche, Olhão e Sesimbra.[51]
As maiores indústrias transformadoras são os têxteis, calçado, cabedal, mobiliário, mármores, cerâmica (de destacar a Vista Alegre) e a cortiça. As indústrias modernas desenvolveram-se significativamente: refinarias de petróleo, petroquÃmica, produção de cimento, indústrias do automóvel e navais, indústrias eléctricas e electrónicas, maquinaria e indústrias do papel. Portugal tem um dos maiores complexos de indústrias petroquÃmicas europeus situado em Sines e dotado de um porto. A indústria automóvel também é relevante em Portugal e localiza-se em Palmela (a maior infraestrutura é a Autoeuropa), Setúbal, Porto, Aveiro, Braga, Santarém e Azambuja.
A cortiça tem uma produção bastante significativa: Portugal produz 54% da cortiça produzida no mundo.[103] Os recursos minerais mais significativos em Portugal são o cobre, o lÃtio (7), o volfrâmio (6) , o estanho, o urânio, feldspatos (11), sal-gema, talco e mármore[104] Alguns dos recursos naturais, tais como os bosques que cobrem cerca de 34% do paÃs, são nomeadamente: pinheiros (13 500 km²), sobreiros (6 800 km²), azinheiras (5 340 km²) e eucaliptos (2 430 km²).
A balança comercial de Portugal é, há muito, deficitária, com o valor das exportações a cobrir apenas 65% do valor das importações em 2006.[105] As maiores exportações correspondem aos têxteis, vestuário, máquinas, material eléctrico, veÃculos, equipamentos de transporte, calçado, couro, madeira, cortiça, papel, entre outras.[106] O paÃs importa principalmente produtos vindos da União Europeia: Espanha, Alemanha, França, Itália e Reino Unido.
Turismo
O Algarve, no Sul de Portugal, é por excelência um pólo turÃstico internacional, de muitos nacionais e europeus, sobretudo britânicos. O clima e a temperatura da água são os principais factores que contribuem para o grande crescimento do turismo nesta região.
Já Lisboa atrai muitos turistas pela história e pelo recheio de monumentos (como o Aqueduto das Ãguas Livres, a Sé Catedral, a Baixa Pombalina, a Torre de Belém e o Mosteiro dos Jerónimos). Os seus grandes pontos turÃsticos são os museus nacionais de Arte Antiga, dos Coches e do Azulejo, a Fundação Calouste Gulbenkian, o Centro Cultural de Belém e o Teatro Nacional de São Carlos. De destacar também o Oceanário de Lisboa, a diversão nocturna e toda a área envolvente ao recinto da Exposição Mundial de 1998.
A PenÃnsula de Setúbal tem várias caracterÃsticas naturais e culturais destacando-se a Serra da Arrábida, as praias de Almada e Sesimbra, a baÃa natural do Seixal, as salinas de Alcochete, os moinhos de maré, as embarcações tÃpicas do Tejo e Sado, as antigas vilas piscatórias e toda a fauna e flora ribeirinha.
No norte, o Porto é uma cidade que vem conquistando um lugar de relevo no panorama cultural do paÃs e da Europa. Foi Capital Europeia da Cultura em 2001. A Fundação de Serralves e a Casa da Música são de visita obrigatória, bem como a Torre dos Clérigos (ex-libris da cidade) e a Sé destacando-se também o Teatro Nacional São João, os Jardins do Palácio de Cristal e toda a zona do centro histórico.
A Madeira é também um pólo turÃstico internacional, todo o ano, tanto pelo seu clima ameno e paisagens exuberantes, como pelo seu réveillon com o maior espectáculo de fogo-de-artifÃcio do mundo, as suas flores, o internacionalmente conhecido Vinho da Madeira e a sua caracterÃstica gastronomia.
Na lista do Património Mundial encontram-se os centros históricos do Porto, Angra do HeroÃsmo, Guimarães, Évora e Sintra. São também Património Mundial o Mosteiro dos Jerónimos, a Torre de Belém, o Mosteiro de Alcobaça, o Mosteiro da Batalha, o Convento de Cristo em Tomar, os sÃtios de arte rupestre do Vale do Côa, a floresta laurissilva da Ilha da Madeira, e as paisagens vitivinÃcolas da Ilha do Pico e do Alto Douro Vinhateiro.
O Algarve e a Madeira também são locais de eleição por turistas estrangeiros e nacionais para a prática de golfe, desporto para cuja prática o paÃs apresenta excelentes condições.
Portugal é também um pais onde se pratica, além de muitos outros desportos, surf. Entre os melhores spots estão o Guincho, Peniche, Ericeira, Carcavelos, São Pedro e São João do Estoril, Costa da Caparica e São Torpes.
Outras atracções importantes turÃsticas são as cidades de Braga (Centro Histórico, Bom Jesus e Bracalândia), Bragança (Centro Histórico, Castelo e Teatro Municipal), Chaves (centro histórico e termas), Coimbra (universidade, judiaria e Portugal dos Pequenitos), Vila Real (Solar de Mateus e Teatro Municipal), Covilhã e região envolvente (Serra da Estrela), as Aldeias Históricas da Beira Baixa e Beira Alta, Monsaraz e Marvão.
A floresta portuguesa potencia também a utilização turÃstica, sendo de destacar o único parque nacional português (Parque Nacional da Peneda-Gerês).[107]
Infraestrutura
Educação
O Sistema Educativo em Portugal é regulado pelo estado através do Ministro da Educação,[108] e do Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.[109] O sistema de educação pública é o mais usado e mais bem implementado, existindo também escolas privadas em todos os nÃveis de educação.
Em Portugal a educação é iniciada obrigatoriamente para todos os alunos aos 6 anos de idade. A escolaridade obrigatória é de 9 anos, havendo intenção de prolongamento até 12 anos. O primeiro nÃvel de ensino, o Ensino Básico, está dividido em ciclos:
- 1.º ciclo (1.º ao 4.º ano);
- 2.º ciclo (5.º ao 6.º ano);
- 3.º ciclo (7.º ao 9.º ano).
No final de cada ciclo, os alunos realizam provas de aferição (1.º e 2.º ciclos) e exames nacionais (3.º ciclo), à s disciplinas de LÃngua Portuguesa e Matemática. As provas avaliam os alunos sobre a matéria leccionada durante o ciclo correspondente.[110][111]
O ciclo seguinte não é obrigatório, e é designado por Ensino Secundário, abrangendo os 10.º, 11.º e 12.º anos. Tem um sistema de organização próprio, diferente dos restantes ciclos. A mudança de ciclo pode, em vários casos, ser marcada pela mudança de escola, sendo, por exemplo, as escolas que abrangem o 1.º ciclo mais pequenas que as restantes, tendo em média cerca de 200 alunos, enquanto que as do 2.º e 3.º ciclos e as secundárias podem facilmente atingir os 2000 alunos.
Existe ainda a possibilidade de qualquer estudante poder frequentar Cursos de Formação e de Educação, que dão equivalência ao 9.º ano, e Cursos Profissionais, que dão equivalência ao 12.º, ao abrigo da Iniciativa Novas Oportunidades.[112] Para além das habilitações literárias, o estudante recebe ainda certificação profissional. Assim, todos os estudantes podem concluir o Ensino Secundário, em regime diurno ou nocturno. Estes cursos estão disponÃveis em escolas profissionais ou mesmo em escolas comuns.[113]
As universidades portuguesas existem desde 1290, sendo a primeira a Universidade de Coimbra, no entanto, estabeleceu-se primeiramente em Lisboa antes de se fixar definitivamente em Coimbra. As universidades são geralmente organizadas em faculdades. Institutos e escolas também são comuns à s denominações das subdivisões das instituições autónomas do ensino superior, e são sempre utilizadas no sistema politécnico. O seu ingresso é feito através da média final que o aluno obteve no Ensino Secundário, e após a realização dos exames necessários. A Declaração de Bolonha foi adoptada desde 2006 pelas universidades e institutos politécnicos portugueses. Actualmente a Universidade do Porto é a maior do paÃs, com cerca de 28000 estudantes, sendo a sua Faculdade de Engenharia a maior da Europa.
Em termos estatÃsticos, a taxa de alfabetização nos adultos acima de 15 anos que podem ler e escrever situa-se nos 93,3%, sendo a taxa dos homens 95,5% e das mulheres em 91,3% (estimativas de 2003). As matrÃculas para a escola primária estão próximas dos 100%. Apenas 20% da população portuguesa em idade de frequentar um curso de ensino superior, frequenta as instituições de ensino superior do paÃs. Para além de ser um dos principais destinos para os estudantes internacionais, Portugal está também entre os principais locais de origem de estudantes internacionais. Todos os estudantes do ensino superior, tanto a estudar no paÃs como no estrangeiro, totalizaram cerca de 380 mil alunos em 2005.
Ciência e Tecnologia
As actividades de investigação cientÃfica e tecnológica em Portugal são sobretudo conduzidas no âmbito de uma rede de unidades de I&D pertencentes a universidades públicas e estatais de gestão autónoma de investigação, em instituições como o INEGI - Instituto de Engenharia Mecânica e Gestão Industrial, INESC - Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores ou INETI – Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação.[114] O financiamento deste sistema de investigação é conduzido principalmente sob a autoridade do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.[115] As maiores unidades de I&D das universidades públicas, em número significativo de publicações, que alcançou o reconhecimento internacional, incluem instituições de investigação de biociências como o Instituto de Medicina Molecular,[116] o Centro de Neurociências e Biologia Celular,[117] o IPATIMUP, e o Instituto de Biologia Molecular e Celular.[118] Dentre as universidades privadas, centros de investigação notáveis incluem o Laboratório de Expressão Facial da Emoção. Dos centros de investigação notáveis apoiados pelo Estado, está o Laboratório Internacional Ibérico de Nanotecnologia, um esforço de investigação conjunta entre Portugal e Espanha. Entre as maiores instituições não estatais está o Instituto Gulbenkian de Ciência e a Fundação Champalimaud,[119] que atribui anualmente um dos mais elevados prémios monetários do mundo relacionado com a ciência. Uma série de empresas nacionais e multinacionais de alta tecnologia, são também responsáveis por projectos de investigação e desenvolvimento. Uma das mais antigas academias de Portugal é a Academia das Ciências de Lisboa.
Portugal fez acordos com várias organizações cientÃficas europeias com vista à plena adesão. Estas incluem a Agência Espacial Europeia (ESA), o Laboratório Europeu de FÃsica de PartÃculas (CERN), o ITER, e o Observatório Europeu do Sul (ESO). Portugal tem entrado em acordos de cooperação com o MIT (E.U.A.) e outras instituições norte-americanas, a fim de desenvolver e aumentar a eficácia do ensino superior e de investigação em Portugal.
Saúde
O sistema de saúde português é caracterizado por três sistemas coexistentes: o Serviço Nacional de Saúde (SNS), os regimes de seguro social de saúde especiais para determinadas profissões (subsistemas de saúde) e seguros de saúde de voluntariado privados. O SNS oferece uma cobertura universal.[120] Além disso, cerca de 25% da população é coberto por subsistemas de saúde, 10% em seguros privados e outros 7% em fundos mútuos.[121]
O Ministério da Saúde é responsável pelo desenvolvimento da polÃtica da saúde, bem como de gerir o SNS. Cinco administrações regionais de saúde são responsáveis pela execução dos objectivos da polÃtica nacional de saúde, desenvolvimento de orientações e protocolos e supervisionar a prestação de cuidados de saúde. Os esforços para a descentralização têm se destinado a transferir a responsabilidade financeira e de gestão a nÃvel regional.[121] Na prática, porém, a autonomia das administrações regionais de saúde sobre definição de orçamento e das despesas foi limitada aos cuidados primários. O SNS é predominantemente financiado através de uma tributação geral. As contribuições dos empregadores (incluindo o Estado) e dos empregados representam as principais fontes de financiamento dos subsistemas de saúde. Além disso, os pagamentos directos pelo paciente e os prémios de seguros voluntários de saúde representam uma grande percentagem de financiamento.[121]
Semelhante aos outros paÃses da Europa, em Portugal a maioria da população morre com doenças não-transmissÃveis.[121] A mortalidade devido a doenças cardiovasculares (DCV) é maior do que na Zona Euro, mas as suas duas principais componentes, a doença cardÃaca e a doença cerebrovascular, mostram as tendências em relação inversa com a Europa, com a doença cerebrovascular sendo a maior causa de morte em Portugal (17%).[121] Doze por cento da população morre de cancro com menos frequência do que na Europa, mas não é diminui a taxa de mortalidade tão rapidamente como na Europa. O cancro é mais frequente entre as crianças, bem como entre as mulheres mais jovens, com idade inferior a 44 anos. Embora o cancro do pulmão (lentamente aumentando entre as mulheres) e o cancro da mama (diminuindo rapidamente) não afectem tanto, o cancro do colo do útero e da próstata são mais frequentes. Portugal tem a mais alta taxa de mortalidade por diabetes na Europa, com um aumento acentuado desde os finais da década de 1980.[121]
Em Portugal, a taxa de mortalidade infantil caiu acentuadamente desde a década de 1980, quando 24 em cada 1000 recém-nascidos morriam no primeiro ano de vida. Agora, é cerca de 3 mortes por cada 1000 recém-nascidos. Esta melhoria deveu-se principalmente à diminuição da mortalidade neonatal, de 15,5 para 3,4 por cada 1000 nascidos vivos.[121]
As pessoas são geralmente bem informadas sobre o seu estado de saúde, os efeitos positivos e negativos dos seus comportamentos em relação à sua saúde e a sua utilização dos serviços de saúde. Mas as percepções sobre a saúde podem diferir do que é administrativo e na análise baseada em dados que mostram os nÃveis de doença nas populações.[121] Assim, os resultados de inquéritos baseados em auto-referência a nÃvel do agregado familiar complementar, outros dados sobre estado de saúde e à utilização dos serviços. Apenas um terço dos adultos classificaram a sua saúde como boa ou muito boa em Portugal.[122] Isto é menor do que nos paÃses da Europa que elaboraram estes relatórios e reflecte a situação relativamente adversa do paÃs em termos de mortalidade e morbidade.[121]
De acordo com o último Relatório de Desenvolvimento Humano, a média de vida em 2006 foi de 77,9 anos.[121]
Energia
Portugal é um paÃs altamente deficitário em termos energéticos, importando actualmente a totalidade dos combustÃveis fósseis que consome.[123] Tal facto implica que em 2005 Portugal importou 87,3 % da energia total que consumiu (em teps).[124] Relativamente à produção de electricidade, Portugal produziu em 2005 85 % da electricidade que consumiu (importando os restantes 15 %).[125] A produção doméstica total nesse mesmo ano foi 46 575 GWh repartida do seguinte modo em termos das fontes utilizadas: não renováveis 80,8 % (carvão 32,7 %, gás natural 29,2 %, petróleo 18,9 %); renováveis 19,2 % (hidroeléctrica 11 %, eólica 3,8 %, biomassa 3,0 %, outras 1,4 %).[125]
- Energias renováveis
O governo de Portugal pretende que até 2010, 45 % da electricidade produzida seja obtida a partir de fontes renováveis.[126] A Barragem do Alqueva, no Alentejo — servindo a irrigação dos campos e gerando energia hidroeléctrica, que criou o maior lago artificial na região ocidental da Europa e foi um dos maiores projectos de investimento do paÃs.
Em 2007, foi inaugurada uma das maiores centrais de energia solar fotovoltaica do mundo (11 MW), em Brinches, concelho de Serpa[127] e em fase de construção encontra-se aquela que será a maior do mundo no seu tipo (62 MW),[128] situada em Amareleja, concelho de Moura, cuja montagem deverá estar totalmente concluÃda em 2010. Paralelamente a primeira exploração comercial do mundo da energia das ondas do mar entrou em funcionamento em Setembro de 2008, 5 km ao largo de Aguçadoura, concelho de Póvoa de Varzim.[129] Também a potência instalada em parques eólicos será aumentada para 5100 MW em 2012 (contra os 2000 MW instalados até meados de 2007) enquanto a potência hidroeléctrica instalada deverá atingir os 7000 MW em 2020 (contra os cerca de 5000 MW de 2005).[130] Os investimentos em energias renováveis em Portugal poderão totalizar 12 mil milhões de euros até 2012 e 120 mil milhões de euros até 2020.[131]
Transportes
Os transportes foram encarados como uma prioridade na década de 1990, sobretudo devido ao aumento da utilização de veÃculos automóveis e à industrialização.
Portugal foi um dos primeiros paÃses do Mundo a ter uma auto-estrada, inaugurada em 1944, ligando Lisboa ao Estádio Nacional, a futura Auto-Estrada Lisboa-Cascais (actual A5). No entanto, apesar de terem sido posteriormente construÃdos alguns outros troços nas décadas de 1960 e 1970, só no final da década de 1980 foi iniciada a construção de auto-estradas em grande escala. Hoje em dia a rede de auto-estradas portuguesas é bastante desenvolvida e percorre quase todo o território, ligando todo o litoral e as principais cidades do interior, numa extensão total de aproximadamente 3000 km.
Há ainda os Itinerários Principais (IP's) e os Itinerários Complementares (IC's) que podem ser constituÃdos por auto-estradas, vias rápidas (estrada destinada apenas a tráfego motorizado, com cruzamentos desnivelados e de acesso restrito a nós de ligação) e estradas nacionais. O paÃs tem 68.732 km de rede de estradas, dos quais cerca de 2600 km fazem parte de um sistema de auto-estradas. Destes, cerca de 900 km não requerem o pagamento de portagens.[132] Até 2012, a extensão da rede de auto-estradas deverá aumentar até aos 3187 km.
As duas principais áreas metropolitanas têm sistemas de metropolitano: o Metro de Lisboa e o Metro Sul do Tejo na Ãrea Metropolitana de Lisboa; e no Porto, o Metro do Porto, cada uma com mais de 35 km de linhas.
O transporte ferroviário de passageiros e mercadorias é feito utilizando os 2791 km de linhas ferroviárias actualmente em serviço, dos quais 1430 encontram-se electrificados e aproximadamente 900 permitem velocidades de circulação superiores aos 120 km/h.[133] A rede ferroviária é gerida pela REFER enquanto que os transportes de passageiros e mercadorias são da responsabilidade da Caminhos de Ferro Portugueses (CP), ambas empresas públicas. Em 2006 a CP transportou 133 milhões de passageiros e 9,75 milhões de toneladas de mercadorias.[134]
A fase de concurso para a construção e exploração de uma rede ferroviária de alta velocidade, com as ligações Lisboa–Madrid, Lisboa–Porto e Porto–Vigo, terá inÃcio em 2008 para a primeira, enquanto que os concursos para as ligações Lisboa–Porto e Porto–Vigo deverão ser lançados em 2009. A exploração deverá começar em 2013 nas ligações Lisboa–Madrid e Porto–Vigo e em 2015 na ligação Lisboa–Porto. O investimento previsto para estas três ligações é de 7790 milhões de euros. Em estudo estão mais duas linhas de alta velocidade: Aveiro–Salamanca e Évora–Faro.[135]
Lisboa tem uma posição geográfica que a torna num ponto de escala para muitas companhias aéreas estrangeiras nos aeroportos em todo o paÃs. O Governo está actualmente a estudar o projecto para a construção de um novo Aeroporto Internacional em Alcochete, para substituir o actual aeroporto da Portela, em Lisboa. Actualmente, os aeroportos mais importantes são os aeroportos de Lisboa (Portela), Faro, Porto (Francisco Sá Carneiro), Funchal (Madeira) e Ponta Delgada (João Paulo II - Açores).
Comunicações
Portugal tem uma das mais altas taxas de penetração de telemóveis no mundo, sendo que o número de aparelhos de comunicações móveis já ultrapassou o número da população total (à data de 2007, o número de utilizadores era de 13.413 milhões). Esta rede também oferece conexões sem fio à Internet móvel, e abrange todo o território. No final do primeiro trimestre de 2008 existiam em Portugal cerca de 1,713 milhões de utilizadores com acesso à Internet em banda larga móvel e cerca 1,58 milhões de acessos à Internet fixa, dos quais aproximadamente 1,52 milhões em banda larga. Pela primeira vez, o número de utilizadores de banda larga móvel ultrapassou o número de clientes de banda larga fixa.[136]
A maioria dos portugueses assiste à televisão através de cabo. Tendo em conta os crescimentos em ambas as tecnologias, no final do primeiro trimestre de 2008, os assinantes dos serviços de TV por subscrição suportados em redes de distribuição por cabo ou satélite (DTH) representavam cerca de 36,2 por cento dos alojamentos, mais 1 ponto percentual do que no trimestre anterior. A penetração destes serviços continua a ser superior à média nas Regiões Autónomas (que também verificaram crescimentos significativos)..[137] Em 2006, surgiu um novo serviço de televisão de subscrição baseado na tecnologia IPTV, televisão por internet.
Portugal já tem o serviço de Televisão Digital Terrestre (TDT) disponÃvel apenas em 28 cidades, estando previsto abranger todo o território nacional em 2010, dois anos antes do que a União Europeia exigiu, embora o "apagão analógico" apenas virá a acontecer em 2012. A operadora, PT Comunicações iniciou as simulações de emissões digitais baseadas na tecnologia de transmissão vÃdeo digital terrestre (DVB-T) em 2008, na área de Lisboa.[138]
Ligações à Internet estão disponÃveis em muitos cafés, assim como em muitas estações de correios. Pode-se também navegar na Internet em hotéis, centros comerciais e centros de conferência, em que zonas especiais estão reservadas para este fim. O livre acesso à Internet também está disponÃvel aos residentes em Portugal em "Espaços de Internet", espalhados pelo paÃs mas com maior incidência nos principais centros populacionais.
- Rádio
A rádio apareceu em Portugal no segundo quartel do século XX. As primeiras emissões, em Onda Média, realizaram-se em 1932, pela então Emissora Nacional, fundada oficialmente em 1935, mas existente desde 1930, aquando de um decreto que criou, na dependência dos CTT, a Direcção dos Serviços Radio eléctricos, autorizando, em simultâneo, a aquisição dos primeiros emissores de Onda Média e Onda Curta em Portugal. Em 1934, realizaram-se as primeiras emissões em Onda Curta. A Emissora Nacional foi essencialmente definida à imagem de congéneres europeias. Concebida num quadro polÃtico interno e externo em que as rádios nacionais desempenhavam sobretudo um papel de veÃculo dos interesses do Governo, esta caracterÃstica acentuou-se ainda mais no caso português em função do regime totalitário que vigorou até 1974. Após a queda do regime, as estações radiofónicas são nacionalizadas e é criada a RDP – Radiodifusão Portuguesa. A sua evolução prosseguiu, com reorganizações internas e reformas, e hoje é denominada de RTP – Rádio e Televisão de Portugal. Actualmente, a RTP, empresa pública estatal, tem três emissoras: Antena 1, Antena 2 e Antena 3. Para além destas, existem emissoras privadas, sendo as mais conhecidas e antigas, a Rádio Renascença, a Rádio Comercial e o Rádio Clube Português. Também existem cerca de uma centena de rádios locais e regionais, sendo a Rádio Voz de Alenquer, a Rádio Seixal e a Rádio Festival as que se destacam pela grande aposta na música portuguesa. Com a evolução tecnológica, é possÃvel ouvir a transmissão radiofónica pela Internet e por telemóvel.
- Televisão
A televisão surgiu em Portugal na década de 1950. Por iniciativa do Governo, a constituição da RTP – Radiotelevisão Portuguesa, SARL é feita a 15 de Dezembro de 1955. Tratava-se, portanto de uma sociedade anónima, com capital tripartido entre o Estado, emissoras de radiodifusão privadas e particulares. As emissões experimentais da RTP (posteriormente, conhecida como RTP1) iniciaram-se em 1956, a partir da Feira popular, em Lisboa. No entanto, as emissões regulares, só se iniciariam a partir de 7 de Março de 1957. Devido à necessidade de organizar a programação de forma a satisfazer os telespectadores, criou-se a RTP 2, em 1968. Após o 25 de Abril de 1974, o estatuto da empresa concessionária da radiotelevisão foi alterado. Em 1975, a RTP foi nacionalizada, transformando-se na empresa pública Radiotelevisão Portuguesa, mais tarde Rádio e Televisão de Portugal.[139] Nos finais do século, o Estado concedeu licença para a criação de duas estações de televisão: SIC[140] (1992) e TVI[141] (1993). Actualmente, estes são os únicos quatro canais em sinal aberto existentes em Portugal. Para além dos canais nacionais, existem dois regionais: RTP Açores (1975) e RTP Madeira (1972). A RTP e a SIC possuem canais internacionais e por cabo. Em Portugal também é possÃvel assistir a canais por cabo e via satélite. Com a evolução tecnológica, é possÃvel ver televisão pela Internet e por telemóvel.
- Imprensa
O jornal Açoriano Oriental é o jornal mais antigo de Portugal e está entre os dez mais antigos do Mundo. Foi fundado a 18 de Abril de 1835, num perÃodo que corresponde a um momento áureo do jornalismo a nÃvel nacional e internacional. Quatro meses antes do aparecimento da publicação, tinha sido promulgada a primeira lei de liberdade de Imprensa em Portugal. Desde aÃ, vários jornais têm surgido ao longo dos anos, sendo de destacar os jornais O Século, o Diário de NotÃcias e o Jornal de NotÃcias.
Em Portugal, existem várias revistas nas bancas sobre os mais variados temas, sendo as que tratam os assuntos da vida social que tem mais leitores. Destas, a Nova Gente, a Caras, a Lux, a VIP e a Flash são as mais vendidas.[142]
Ãgua e saneamento
Portugal também modernizou o seu sistema de abastecimento de água e saneamento — nomeadamente através do aumento da taxa de águas residuais tratadas com apoio de subsÃdios da UE — para 80%. O paÃs também criou um moderno quadro institucional e jurÃdico para o sector da água e saneamento, incluindo uma agência reguladora autónoma, denominada Ãguas de Portugal, e um grande número de multi-serviços públicos municipais. Esta substituiu institucionalmente uma estrutura do sector, ao abrigo do qual os 308 municÃpios do paÃs — muitos deles com representação populacional ou geográfica comparativamente pequena — tinha competência exclusiva para a água e o saneamento.
Cultura
Arquitectura
A Arquitectura Popular Portuguesa marcou a arquitectura portuguesa dos anos 1950 que prevaleceu até ao final do Salazarismo.[143] Assiste-se hoje, em Portugal, a um fenómeno complementar e inovador, a arquitectura contemporânea, no âmbito da arquitectura portuguesa que, contrapõe a, conceitos velhos e conservadores de tradições e modos de operar, a uma intenção afirmada, de inovar o espaço e construi-lo com conceitos, materiais e técnicas que permitam viver em pleno a contemporaneidade. A arquitectura contemporânea cruza várias gerações em simultâneo que marcaram e continuam a marcar arquitectura portuguesa, desde meados do século XX até aos nossos dias. Fernando Távora, Manuel Tainha, Ãlvaro Siza, VÃtor Figueiredo, Gonçalo Byrne, Eduardo Souto Moura, Filipe Oliveira Dias, Tomás Taveira e Carrilho da Graça são os arquitectos que traduzem o que de melhor se produz, de arquitectura, em Portugal. No entanto, estes projectos totalizam uma pequenÃssima parte das construções efectuadas no paÃs.
Literatura
Na literatura portuguesa, é eminente a poesia, estando entre os maiores poetas portugueses de todos os tempos LuÃs de Camões e Fernando Pessoa, aos quais se pode acrescentar Eugénio de Andrade, Florbela Espanca, Cesário Verde, António Ramos Rosa, Mário Cesariny, Antero de Quental e Herberto Helder, entre outros. Na prosa, Damião de Góis, o Padre António Vieira, Almeida Garrett, Eça de Queirós, Camilo Castelo Branco, Miguel Torga, Fernando Namora, José Cardoso Pires, António Lobo Antunes, José LuÃs Peixoto e José Saramago (Nobel de Literatura) são nomes de grande relevo. No teatro, destaca-se a figura maior de Gil Vicente, António José da Silva – dito "o Judeu" – e Bernardo Santareno.[145][146]
Música
A música tradicional portuguesa é variada e muito rica. Do folclore fazem parte as danças do vira, do Minho, dos Pauliteiros de Miranda, da zona mirandesa, do Corridinho do Algarve ou do Bailinho, da Madeira. Instrumentos tÃpicos são o cavaquinho, a gaita-de-foles, o acordeão, o violino, os tambores, a guitarra portuguesa (instrumento caracterÃstico do fado) e uma variedade de instrumentos de sopro e percussão. Ainda na cultura popular existem as bandas filarmónicas que representam cada localidade e tocam vários estilos de música, desde a popular à clássica, sendo as bandas portuguesas das que melhor qualidade artÃstica têm.
O mais conhecido estilo de música português é o Fado, cuja intérprete mais célebre foi Amália Rodrigues. Outros cantores como Alfredo Marceneiro, Vicente da Câmara, Nuno da Câmara Pereira, Frei Hermano da Câmara, António Pinto Basto e HermÃnia Silva também se distinguiram como fadistas. No entanto, o Fado tem também nos últimos anos assistido ao aparecimento de jovens cantores que atingem grande êxito, como Camané, Mariza, Ana Moura, Mafalda Arnauth e MÃsia, entre outros, bem como de jovens guitarristas como Bernardo Couto.
Recentemente, através dos Madredeus e de cantores como Mariza ou Dulce Pontes, a música portuguesa tem atingido um patamar de reconhecimento internacional e tem ajudado a divulgar a lÃngua portuguesa em todo o mundo.[147]
A nÃvel de instrumentistas merece realce a carreira e composições do guitarrista Carlos Paredes, o mais conhecido mestre de guitarra portuguesa.
Referências da canção de finais do século XX (principalmente do perÃodo pré e pós-revolucionário) são Zeca Afonso, Sérgio Godinho, Simone de Oliveira, os Trovante entre outros. Mesmo sendo ainda o fado o género mais conhecido além fronteiras, a "nova" música portuguesa também tem um papel importante, demonstrando grande originalidade. Mafalda Veiga, Sara Tavares, Cristina Branco, Lúcia Moniz, Jorge Palma, Rui Veloso, Clã, GNR, Ornatos Violeta, Xutos & Pontapés, Moonspell, Da Weasel, Tiago Bettencourt, Fingertips, Primitive Reason e Tony Carreira são apenas alguns dos nomes mais conhecidos, indo do rock, à pop-electrónica e ao rap, entre outros estilos.
A música erudita portuguesa constitui um capÃtulo importante da música ocidental. Ao longo dos séculos, sobressaÃram nomes de compositores e intérpretes como os trovadores Martim Codax e D. Dinis, os polifonistas Duarte Lobo, Filipe de Magalhães, Manuel Cardoso e Pedro de Cristo, o organista Manuel Rodrigues Coelho o compositor e cravista Carlos Seixas, a cantora LuÃsa Todi, o sinfonista e pianista João Domingos Bomtempo ou o compositor e musicólogo Fernando Lopes Graça. O perÃodo de ouro da música portuguesa coincidiu, discutivelmente, com o apogeu da polifonia clássica no século XVII (Escola de Évora, Santa Cruz de Coimbra). Entre as grandes referências actuais, pontificam os nomes dos pianistas Artur Pizarro, Maria João Pires, Olga Prats e Sequeira Costa, da violetista Anabela Chaves, do violinista Carlos Damas, do compositor Emmanuel Nunes, do compositor e maestro Ãlvaro Cassutto. As orquestras sinfónicas mais importantes são a Orquestra da Fundação Gulbenkian, a Orquestra Nacional do Porto e a Orquestra Sinfónica Portuguesa. No que diz respeito à ópera, o Teatro Nacional de São Carlos em Lisboa é o mais representativo.
Gastronomia
A gastronomia é muito rica em variedade e do agrado de nacionais e estrangeiros em geral. Cada zona do paÃs tem os seus pratos tÃpicos, incluindo os mais diversificados alimentos, passando pelas carnes de gado, carneiro, porco e aves, pelos variados enchidos, pelas diversas espécies de peixe fresco e marisco (grande variedade de pratos de bacalhau). Entre os queijos sobressaem os da Serra da Estrela, de Azeitão e de São Jorge, entre muitos outros.
Portugal é um paÃs fortemente vinÃcola, sendo célebres os vinhos do Douro, do Alentejo e do Dão, os vinhos verdes do Minho, e os licorosos do Porto e da Madeira. Em doçaria, e por entre uma enorme variedade de receitas tradicionais, são muito famosos os chamados pastéis de Belém, mantendo-se o segredo da sua confecção bem guardado, assim como os ovos moles de Aveiro, o pastel de Tentúgal, a sericaia ou o pão-de-ló de Ovar, a par de muitos outros.
De entre os pratos tÃpicos, são de destacar o cozido à portuguesa, o bacalhau à Brás, à Gomes de Sá ou em pastéis, as espetadas da Madeira, o cozido vulcânico dos Açores (São Miguel), o leitão assado à moda da Bairrada os rojões de Aveiro e do Minho, a chanfana da Beira, a carne de porco à alentejana, os peixes grelhados (em todo o paÃs), as tripas (da região do Porto), as pataniscas (da região de Lisboa) ou o gaspacho (do Alentejo e Algarve). A cozinha portuguesa influenciou também outras gastronomias, tais como a japonesa, com a introdução da tempura.[148]
Desporto
O futebol é o mais conhecido, amado e praticado desporto em Portugal. O lendário Eusébio é ainda um grande sÃmbolo da história do futebol português e os mais recentes fenómenos de popularidade LuÃs Figo, VÃtor BaÃa, Rui Costa, João Vieira Pinto e Cristiano Ronaldo estão entre os numerosos exemplos de outros futebolistas de renome mundial nascidos em Portugal.
| Equipa | Desporto | Fundação | Liga | Estádio | Capacidade | Treinador |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Sport Lisboa e Benfica (SLB) | Futebol | 28 de Fevereiro de 1904 | Liga Portuguesa | Estádio do Sport Lisboa e Benfica (Estádio da Luz) | 65.200 | Jorge Jesus |
| Sporting Clube de Portugal (SCP) | Futebol | 1 de Julho de 1906 | Liga Portuguesa | Estádio José Alvalade – Século XXI | 50.095 | Carlos Carvalhal |
| Futebol Clube do Porto (FCP) | Futebol | 28 de Setembro de 1893 | Liga Portuguesa | Estádio do Dragão | 52.202 | Jesualdo Ferreira |
As modalidades desportivas em que o paÃs mais se destaca a nÃvel internacional são, além do futebol, a vela, equitação, o judo, o ciclismo, a esgrima, o hóquei em patins, o atletismo e o tiro. Portugal participou em todos os Jogos OlÃmpicos de Verão desde os Jogos de 1912, tendo tido 4 medalhas de ouro em atletismo (Carlos Lopes nos Jogos de 1984, Rosa Mota nos Jogos de 1988, Fernanda Ribeiro nos Jogos de 1996 e Nelson Évora nos Jogos de 2008) e numerosas medalhas de prata e bronze nos restantes desportos.
Feriados
| Data | Nome | Observações |
|---|---|---|
| 1 de Janeiro | Ano Novo | Passagem de ano, inÃcio do ano novo. Este feriado celebra a Solenidade de Santa Maria, mãe de Jesus, sendo a primeira grande festa dos cristãos. |
| Terça-feira, festa móvel | Carnaval | Feriado facultativo, sendo rara a sua não utilização na prática. A data tem origem na tradição de antes de se iniciar a Quaresma, haver uma época de maior exagero e menos temperança. É também conhecido por Entrudo. |
| Sexta-feira, festa móvel | Sexta-Feira Santa | Celebra a Paixão e Morte de Jesus Cristo em Jerusalém. |
| Domingo, festa móvel | Páscoa | Sendo celebrado a um Domingo, não é classificado como feriado oficial. As tradições gastronómicas da Páscoa variam muito entre as diversas regiões do paÃs desde o pão-de-ló ao folar. Em algumas regiões, a tracção do Compasso ainda se mantém mesmo nas grandes cidades quando um pequeno grupo visita cada casa com um crucifixo e onde é feita uma pequena cerimónia de bênção da casa. Também é altura da segunda visita tradicional dos afilhados solteiros aos respectivos padrinhos para receberem a prenda de Páscoa, tradicionalmente, o Folar. |
| 25 de Abril | Dia da Liberdade | Celebração da Revolução dos Cravos que marcou o fim do regime ditatorial em 1974. |
| 1 de Maio | Dia do Trabalhador | Este feriado celebra todos os trabalhadores. |
| Quinta-feira, festa móvel | Corpo de Deus | Segunda quinta-feira a seguir à Festa de Pentecostes (EspÃrito Santo). Celebra o culto à Eucaristia, e está arraigado desde a Idade Média. |
| 10 de Junho | Dia de Portugal | Oficialmente Dia de Portugal, de Camões, e das Comunidades Portuguesas. A data do falecimento de LuÃs Vaz de Camões em 1580 é utilizada para relembrar os feitos passados e condecorar heróis. |
| 15 de Agosto | Assunção de Nossa Senhora | Este feriado celebra a Assunção da Virgem Maria ao Céu. É uma das festas mais antigas da Cristandade, e na PenÃnsula Ibérica era chamada a Senhora de Agosto. |
| 5 de Outubro | Implantação da República | Este feriado celebra a Proclamação da República Portuguesa |
| 1 de Novembro | Todos os Santos | Tradicionalmente utilizado para recordar entes falecidos, celebra, no entanto, todos os santos cristãos, já que os defuntos se celebram no dia a seguir, 2 de Novembro. |
| 1 de Dezembro | Restauração da Independência | Celebra a restauração da nacionalidade, em 1640. |
| 8 de Dezembro | Imaculada Conceição | Padroeira de Portugal desde 1646. É uma das maiores festas cristãs, e a festa mais querida dos portugueses, já que, até há alguns anos, era também o chamado Dia da Mãe. |
| 25 de Dezembro | Natal | Celebra o nascimento de Jesus Cristo, em Belém. A noite de 24 para 25, vulgarmente chamada de Consoada, é marcada pela Missa do Galo. É também marcada pela gastronomia tÃpica desta época, pelos jantares em famÃlia e pela troca de presentes, que pode efectuar-se logo após o jantar, após a meia-noite ou na manhã do dia 25. |
Notas e referências
- ↑ A lÃngua oficial da República Portuguesa é o português (parágrafo 3 do artigo 11.° da Constituição da República Portuguesa). São ainda reconhecidas e protegidas oficialmente: o mirandês, no concelho de Miranda do Douro (Lei n.º 7/99, de 29 de Janeiro de 1999), e a lÃngua gestual portuguesa (Artigo 74.º, parágrafo 2, alÃnea h), da Constituição da República Portuguesa – revisão de 1997).
- ↑ O Presidente da República é o chefe supremo das Forças Armadas (Marinha, Exército e Forças Aéreas), representa o paÃs internacionalmente e promulga as leis para Diário da República.
- ↑ O conceito actual de declaração de independência não existia na altura. Nem o de reconhecimento. Portugal foi reconhecido como um reino com o seu próprio rei.
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- ↑ Nome oficial da Nação. Página visitada em 6 de Outubro de 2008.
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- ↑ Gastronomia de Portugal. Página visitada em 6 de Outubro de 2008.
Ver também
- Administração pública em Portugal
- Lista de presidentes de Portugal
- Lista de primeiros-ministros de Portugal
- Lista de regiões de turismo de Portugal
- Missões diplomáticas de Portugal
- Português de Portugal
Ligações externas
- Portal da República Portuguesa (em português)
- Edição fac-similada do Dicionário Histórico de Portugal (em português)
- Biblioteca Nacional Digital (em português)
- Portugal no Wikitravel

